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O SEPHIROTH
NETZACH
Título - NETZACH (Nun Tzadi Cheth), Vitória
Imagem Mágica - Uma mulher nua
Localização na Árvore - Na base do Pilar da Misericórdia, à direita de Hod.
Texto do Sepher Yetzirah - O Sétimo Caminho chama-se Inteligência Oculta porque
é o esplendor refulgente das virtudes intelectuais percebidas pelos olhos do intelecto e
pelas contemplações da fé.
Títulos Conferidos - Firmeza
Nome Divino - IHVH Tzebaoth - O Senhor dos Exércitos
Arcanjo - Haniel
Coro Angélico - Elohim, Deuses
Chakra Cósmico - Nogah, Vênus
Experiência Espiritual - A visão da beleza triunfante
Virtude - Despreendimento
Vício - Luxúria
Correpondencia no Microcosmo - Os rins, os quadris, as pernas.
Símbolos - A lâmpada e o cinto. A rosa.
Um número especial por diversas razões, o numero sete libera emoções
fortes e desinibidas que se manifestam de quatro maneiras: o instinto, a intuição, como
desejo, e como amor sensual.
Aqui vale a pena aprofundar um pouco mais estes conceitos:
O instinto é automático, um impulso natural instantâneo e reativo, age abaixo do nível
discriminativo.
A intuição é a percepção direta e infalível da verdade, produz uma idéia pura,
eficaz e certeira, um conhecimento interior sem a colaboração do raciocínio. A
imaginação é humana, a intuição é divina...
Desejos são anseios de qualquer espécie em todas as dimensões. Todo desejo no fundo é
instigante e expressa uma necessidade. Se permanecem ignorados tornam-se urgentes e
evidentes e formam um ciclo vicioso desejo-necessidade cuja força aumenta regularmente.
Os desejos fazem parte do plano material e quanto maiores, maior a força para alcançar
seu objetivo, seu propósito. Dizem que um desejo acentuado é a prece mais poderosa.
Os quatro desejos básicos são: conhecer, amar e ser amado, alegria e paz.
O amor é a energia básica que rege o universo, e pode ser comparado a um caleidoscópio
na sua multi-diversitude de formas, imagens e cores. Seja o Eros oculto de Daath, seja a
profunda caridade e misericórdia do quarto ramo, seja ou ainda a devocão de sinceridade
divina do sexto ramo.
No sétimo ramo, o masculino inerente dos dois ramos acima 2 e 4 na coluna da força ativa
JACHIM, produz o Hermafrodita, o produto bissexual das divindades gregas Hermes e
Afrodite. Como arco inferior da sephira 4, Netzah enfatiza mais uma vez a ausência
benevolente de limitações e plenitude de sentimentos.
Além disso o numero Sete representa a idéia básica de perfeição alcançada através
da evolução cíclica. Referencias mágicas ou esotéricas ao número sete são
encontradas em profusão:
Os judeus, que obedecem ao Tora, por exemplo praticam o Sabat, ou seja o descanço do
sétimo dia.
No cristianismo temos os sete pecados capitais e as sete súplicas do Pai Nosso, que
segundo diversos autores foi criado por Jesus Cristo baseado na estrutura da Árvore da
Vida.
Os hindus conhecem sete yogas: raja, jnana, karma, bhakti, hatha, tantra ou kundalini e
kriya.
Para Pitágoras o sete representava a soma dos três divinos com os quatro terrestres e
para Platão o sete era "o número bem amado por Deus", e o amor platônico
ascendia em sete níveis ou modos definidos deste o puramente pessoal até a emoção
impessoal.
O símbolo da sétima sephira é a estrela de sete pontas e a sua vibração simbólica é
o verde esmeralda.
O planeta Venus habita este ramo da árvore, nome da Deusa do Amor e da Beleza e uma das
doze deusas do Olimpo.
Abaixo temos o Menorah, ou candeladro de 7 pontas do judaismo, representando-se nêle a
Árvore da Vida.